O Pantanal Mato-Grossense é uma planície sedimentar de 230 mil
km², cortada pela Bacia do Rio Paraguai, com relevo que varia entre 100 e
200 m.
Está localizado nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cercado
ao norte pelas Serras dos Parecis, Azul e do Roncador, a leste pela Serra
de Maracaju (Planalto Central), ao sul pela Serra da Bodoquena e a oeste
pelos charcos paraguaio e boliviano.
O nome se deve ao fato de a região estar sujeita a grandes cheias que
inundam os campos.
Com isso, a época mais propícia para conhecer a região é entre maio e
setembro, quando as águas estão mais baixas. Há vários passeios que
permitem a observação da fauna e flora típicas pantaneiras.
Como chegar
- BR-262: reta e plana com asfalto se esfacelando a partir de Aquidauana.
Não existe acostamento depois de Miranda. A travessia de gado e animais
silvestres é usual.
A Transpantaneira com 149 km, inclui 130 pontes de madeira em estado
precário. Evite transitar na época das chuvas (out/abr). A estrada fica um
caos.
BR-163: também é reta e plana, com longos e cansativos trechos. O asfalto
está malconservado, a sinalização desapareceu e o acostamento é de
terra.
A ausência de infra-estrutura torna perigoso viajar à noite,
principalmente de Cuiabá a Cáceres. As queimadas e os animais na pista são
frequentes.
O que tem pra ver no pantanal?
Passeios pela paisagem pantaneira são o principal objetivo de quem
visita a região.
A Transpantaneira de Poconé e a Estrada Parque de Corumbá possibilitam
esse contato.
Em Corumbá navegação turística pelo Rio Paraguai. Em Bonito, a Gruta do
Lago Azul e os mergulhos nos rios da Prata, Baia Bonita, Sucuri e
a Lagoa Misteriosa em Jardim, são os melhores passeios.
O que comer? peixes pantaneiros: pintado, pacu, piraputanga e cachara. Pescados
preparados à moda pantaneira (pacu frito, pintado à urucum ou ensopado)
são encontrados principalmente em Corumbá, mas também em Aquidauana,
Cáceres e Poconé.
Campings
Camping Selvagem Nhecolândia - Estrada Parque - MS, Parque
Estadual Rio Negro, caminho para Nhecolândia: Se quiser se aventurar mesmo no radical, pode consultar a possibilidade
de uma expedição ao Pantanal da Nhecolândia, que é uma região do pantanal selvagem – aí o bicho pega mesmo!
O acampamento é selvagem, não tem banheiros, não tem água potável,
banho junto com os jacarés e piranhas. É bom lembrar que praticamente toda
a área do Pantanal já tem dono, um carro 4×4 é aconselhável.
Para lembrar
- Se você deseja acampar nessas áreas, maravilha.
É bom lembrar que praticamente toda a área do Pantanal já tem dono
"várias fazendas", e possui alguns campings, na maioria, ou todos, com
estruturas focadas somente para pesca.
Há centenas de hotéis, hotéis pesqueiros e pousadas, todas com
infra-estruturas completas para pesca. Informe-se em qualquer pousada e
hotel após sua chegada.
Pousada Pantaneira Poconé - Porto Cercado, Poconé - MT : área para camping, restaurante,
lanchonete, locação de barcos, motores e pirangueiros.
Camping Fazenda Cachoeira das Palmeiras - Rodovia BR-163 KM 751, Coxim: área para camping e pousada,
restaurante, bar, barco com motor e piloteiro.
Pousada e Pesqueiro Toca da Onça - Estrada Boiadeira, MS-170, Aquidauana, 7.5km de terra Batida até
a entrada: área camping completa com quiosques, banheiros, luz
elétrica.
Cabana do Pescador - Hotel Fazenda - Rodovia
Anastácio-Bonito, KM 53 - MS 345: as margens do "Rio Miranda" em uma
área preservada, pesca esportiva, área p/ barracas, luz elétrica,
banheiro feminino/masculino, quiosques, churrasqueiras.
Camping Rio Formoso - Rodovia MS 178, Km 7, Zona Rural, Bonito: com amplo espaço,
cabanas com pia, churrasqueira, varanda coberta onde é possível armar
uma barraca comum de quatro pessoas, banheiros masculino/feminino.
Camping Nômadas - Rua Afonso Pena, Bonito: infraestrutura, área com sombra para
acampamento, cozinha, banheiros (chuveiros água quente), espaço para
fogueiras e churrasqueiras de pedra.
Camping Rancho Estirão - BR-262 + 3km pela MS-339, Miranda:
infra-estrutura camping, água de poço artesiano, luz elétrica,
lava-peixes, lava-louças, lava-roupas, banheiros e barcos.
Hotel Pesqueiro da Cida - BR-262, S/n, Miranda - MS: área
camping, pesca esportiva, toda infra-estrutura, comida caseira.
Pousada e Camping Santa Clara - km22 da Estrada Parque - Zona Rural - Corumbá MS: camping ou
redário… comida de fazenda… muita sombra, piscina, passeios de barco Rio
Abobral, safari fotográfico de camionete pela Estrada Parque, saída
noturna para focagem de animais, pescaria, caminhadas e cavalgadas.
Informe-se na pousada a possibilidade de uma expedição ao Pantanal, se
esta for sua intenção de um camping selvagem.
★★★ Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense
Com área de 135 mil ha, está localizado no sudoeste do Estado do Mato
Grosso, divisa com o Mato Grosso do Sul, na confluência dos rios
Paraguai e Cuiabá. Seu ambiente é dominado pelas águas, principalmente
entre outubro e abril, época das chuvas, quando grandes extensões ficam
alagadas.
Apenas um quarto de sua área é constituído por rios, bacias e lagos
permanentes e quase todo o restante é formado por campos e vegetação
inundáveis, além da vegetação flutuante.
A fauna pode ser dividida em: aquática, com uma grande diversidade de
peixes e a presença de muitos jacarés; e terrestre, dominada por
capivaras, antas e cervos do pantanal.
As aves podem ser apresentadas em um sem-número de espécies, e as mais
comuns são garça, arara-azul, pato, biguá, curicaca e o tuiuiú, símbolo
do Pantanal.
Muitos animais em extinção, como onça-pintada, jaguatirica, tamanduá
bandeira, ariranha, lontra e tatu-canastra, podem eventualmente ser
vistos no Parque.
Acesso:
via fluvial a partir de Porto Jofre, a 149 km de Poconé, pela
Transpantaneira, estrada de terra geralmente malconservada com cerca de
120 pontes de madeira, muitas em estado precário.
De Porto Jofre ao parque o acesso é feito por pequenas embarcações em
viagem que dura cerca de 3 horas.
Visita: só é possível conhecer o parque por barco, com o
acompanhamento de um funcionário do Ibama e com autorização prévia. No
Centro de Visitantes são dadas orientações ao turista.
Não é permitido fazer caminhadas ou trilhas, pesca e caça são
rigorosamente proibidas, assim como a focagem noturna de
jacarés.
Não há alojamento disponível para o turista. Deve-se ir e voltar no mesmo
dia. Por causa da dificuldade de acesso, a melhor opção é se hospedar em
algum hotel ou pousada de Porto Jofre.
Na época das chuvas é grande a quantidade de mosquitos, o calor é muito
forte e a Transpantaneira fica praticamente intransitável.
Leve um repelente e botas impermeáveis, que protejam contra picadas de
cobras o ano todo. Como não há estrutura no parque, é preciso levar
alimentos, de preferência comidas leves, frutas e líquidos.
Fauna pantaneira
A fauna do Pantanal é composta por inúmeras espécies. Destacando-se aves,
como Jaburu ou tuiuiú, garça, biguá, arara-azul e frango d'água. Mamíferos
de médio e grande porte, como onça-pintada, anta, capivara e
veado-pantaneiro. Répteis, como sucuri, jacaré-de-papo-amarelo. E
incontáveis espécies de peixes, como pintado, jaú, pacu e dourado.
Piranha
As piranhas são um grupo de peixes carnívoros de água doce. Habitam
alguns rios da América do Sul e pertencem a cinco gêneros da subfamília Serrasalminae
(que também inclui peixes como pacus).
Trata-se de um peixe muito voraz, predador e com mandíbulas fortíssimas.
A maioria das piranhas são rápidas, mas geralmente atacam quando estão
estimuladas para isso.
Dentro das inúmeras espécies de piranhas, algumas são canibais e outras
não, mas todas possuem comportamentos agressivos.
As piranhas são parentes próximos dos Pacus e são facilmente confundidos
quando pequenos.
Na região central do Brasil, assim como no Pantanal e na Amazônia, a
piranha é utilizada no preparo do prato sul-mato-grossense conhecido como
caldo de piranha.
Pacu
São típicos do pantanal mato-grossense, dos rios amazônicos e bacia do
Prata, e originários dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai.
É o nome geral dado a várias espécies de peixes caracídeos da subfamília Serrasalminae, que também inclui as piranhas.
Alimenta-se de frutos, caranguejos e de detritos orgânicos encontrados na
água. Atinge 25 kg de peso, comum até 8 kg.
A sua pesca é praticada de duas formas diferentes: na vara de bambu,
fisgada com frutos (tucum, laranjinha ou jenipapo) ou pesca apoitada com
isca de caranguejo.
Tambaqui
Também chamado de Pacu Vermelho, é um peixe de coloração geralmente parda
na metade superior e preta na metade inferior do corpo, mas pode variar
para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água.
O tambaqui alcança cerca de 1.10 cm de comprimento total. Antigamente
eram capturados exemplares com até 45 quilos. Hoje, por causa da
sobre-pesca, praticamente não existem indivíduos desse porte. Peixe comum
encontrado no Pantanal e bacia amazônica.
Os equipamentos para pesca mais recomendados são do tipo médio/pesado, e
pesado para os grandes exemplares. As linhas devem ser de 17, 20, 25 e 30
lb. Deve-se usar empates curtos, por causa dos dentes e da boca pequena do
tambaqui. Os anzóis devem variar do n° 2/0 a 8/0.
Onça Pintada
A onça-pintada (Panthera onca) também conhecida por onça-preta (no
caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da
família Felidae encontrada nas Américas.
É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior
do continente americano.
É um felino de porte grande, com peso variando de 56 a 92 kg, podendo ter
até 158 kg, e comprimento variando de 1,12 a 1,85 m sem a cauda, que é
relativamente curta.
Assemelha-se ao leopardo fisicamente; diferencia-se dele, porém, pelo
padrão de manchas na pele e pelo tamanho maior.
Existem indivíduos totalmente pretos. Tem uma mordida excepcionalmente
poderosa, mesmo em relação aos outros grandes felinos.
Tuiuiú
O jaburu (Jabiru mycteria), também conhecido como tuiuiú é uma ave ciconiforme da família
Ciconiidae. É considerada a ave-símbolo do Pantanal e pode ser
encontrada desde o México até o Uruguai, sendo que as maiores populações
estão no Pantanal e no Chaco oriental, no Paraguai.
Jacaré-de-papo-amarelo
O jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) é um réptil crocodiliano da
família Alligatoridae e gênero Caiman.
Ocorre em ecossistemas costeiros, como mangues, principalmente no
Pantanal.
É um animal carnívoro que vive aproximadamente cinquenta
anos.
São conhecidos por este nome pois, durante a fase do acasalamento,
estes animais costumam ficar com a área do papo amarelada.
Possuem o focinho mais largo de todos os crocodilianos. Mede em média
cerca de 2 metros mas já foram registrados indivíduos excepcionalmente
grandes com 3,5 metros.
Ariranha
A ariranha (Pteronura brasiliensis) também conhecida como onça-d' água, lontra-gigante e lobo-do-rio, é
um mamífero mustelídeo, característico do Pantanal e da bacia do Rio
Amazonas, na América do Sul. Pode chegar a medir cerca de 1,80 metros de
comprimento, dos quais 65 compõem a cauda.
A ariranha tem olhos relativamente grandes, orelhas pequenas e
arredondadas, patas curtas e espessas e cauda comprida e
achatada.
Os dedos das patas estão unidos por membranas interdigitais que
facilitam a natação.

Cidades
Cáceres
Beira-rio.
◬118 m. Cuiabá 215, Poconé 183, Vilhena 537, Campo Grande 907.
Cidade histórica localizada às margens do Rio Paraguai, considerada
uma das entradas do Pantanal.
A pesca é a principal atividade turística da região.
Em setembro realiza-se o maior torneio de pesca em água doce do
mundo, o Festival Internacional da Pesca, assegurando à cidade um
lugar no
Guinness Book.
Cerca de 100 mil pessoas vão até a cidade assistir a esse evento ou
participar dele.
Outra opção da região são as compras de produtos importados, como
roupas, artigos eletrônicos, acessórios para carros e bebidas, em San
Martin (Bolívia), a 100 km da cidade.
Em Cáceres não há estruturas próprias para campings -
somente selvagens - pousadas e hotéis com intenções voltadas
especialmente para pescarias.
Bonito
◬315 m. Campo Grande 248, Porto Murtinho 216, Dourados 336, Presidente
Prudente 776.
É um dos paraísos ecológicos do país.
Algumas das atrações: mergulhos em águas cristalinas repletas de
peixes, caminhadas em trilhas pela mata, passeios de bote em rios com
corredeiras e visita à Gruta do Lago Azul.
Todas estão em áreas privadas e as excursões são organizadas por agências
de turismo.
Os passeios ficam nos arredores da cidade, com acessos por estrada de
terra. As visitas são sempre realizadas com o acompanhamento de um
guia.
Em julho os estabelecimentos costumam ficar lotados. No município vizinho
de Jardim, sem muita estrutura para receber o visitante, podem ser
conhecidas algumas atrações que começam a ser descobertas pelos turistas,
como cavernas, grutas, cachoeiras e trilhas na mata.
Veja a Gruta do Lago Azul, com 320 m de percurso até o lago subterrâneo
que fica a 90 m de profundidade, os rios Sucuri, da Prata e o Parque
Ecológico Baía Bonita (Aquário Natural).
Jardim
◬259 m. Campo Grande 234.
É um dos quatro municípios que integram o complexo turístico do Parque
Nacional da Serra da Bodoquena (juntamente com Guia Lopes da Laguna,
Bonito e Bodoquena), apresentando grande potencial turístico. Também
possui um grande potencial no segmento do Turismo
Histórico-Cultural.
Lagoa Misteriosa
- Depressão ideal para mergulho, possui este nome por que no mês de fevereiro ouve-se sons estranhos
emitidos nas proximidades da lagoa, que lembram turbinas de avião ou
tambores indígenas.
Situado às margens do Rio da Prata, possui 80 metros de profundidade
por 40 metros de diâmetro e composto por dois fossos (um de 60 metros
e o outro ainda não medido, mas relatos dizem que mergulhadores já
desceram 220 metros e ainda assim não conseguiram avistar o
fundo).
Possuindo águas límpidas, é possível avistar a vegetação às margens da
lagoa a 20 metros de profundidade.
Se você está de viagem marcada para Bonito, na região sudoeste do
Mato Grosso do Sul, não deixe de dar uma esticadinha até Jardim,
cidade vizinha, que fica a menos de uma hora de carro.
Lá você vai encontrar lugares encantadores para curtir a
natureza.
A Lagoa Misteriosa leva destaque. Apesar de muitas pessoas
pensarem que ela fica em Bonito, esta joia rara é de Jardim. Pense
em uma lagoa de águas azuis com visibilidade superior a 40 metros
onde mergulhadores profissionais já desceram a mais de 220 metros
de profundidade e não encontraram o fundo.
Lá nesse pedacinho de paraíso você pode escolher entre fazer
flutuação ou mergulho, vai depender se você quer fazer algo mas
leve flutuando apenas com máscara, snorkel e colete, ou, se
prefere ir mais fundo na aventura mergulhando com cilindro de
oxigênio.
A Lagoa Misteriosa proporciona uma experiência única
durante os meses de outubro a meados de abril. É neste período que
ocorre a temporada com algas, fenômeno natural que altera o azul
cristalino de suas águas para tons de verde.
Mergulhadores que possuem certificação avançada ultrapassam a
camada de algas e, ao atingirem 30 metros de profundidade, se
deparam com águas transparentes.
Sua visita à Lagoa Misteriosa deverá ser agendada através de
uma agência de turismo.
Eles não possuem hospedagem e disponibilizam serviço profissional
de fotografia.
Para fazer a trilha e flutuação o grupo de até 10 pessoas
acompanhado por guia credenciado parte da recepção da Lagoa, de
lá, faz-se uma caminhada de 600 metros por trilha até a chegada ao
mirante de contemplação e a escadaria de acesso, depois da descida
da escadaria, a contemplação da lagoa e flutuação em circuito
circular.
Depois é hora de subir a escadaria, retornar pela trilha por 500
metros até o receptivo. O passeio dura em torno de 1 hora e 40
minutos.
A idade mínima para a Trilha e Flutuação é 08 anos, crianças até
12 anos devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis. I
dade mínima para o Mergulho com cilindro: 10 anos, menores de 18
anos devem estar acompanhados dos pais ou
responsáveis.
Já a idade máxima tanto para o mergulho, como para a flutuação, é
de 65 anos, contudo a mesma é flexível, dependendo da forma física
e estado de saúde do visitante, já que para realizar o passeio na
Lagoa Misteriosa é necessário descer e subir uma escadaria
grande.
A Lagoa Misteriosa, assim como os passeios Recanto Ecológico Rio
da Prata e a Estância Mimosa Ecoturismo, todos pertencentes ao
Grupo Rio da Prata.
Camping Seu Assis - Rio da Prata - Jardim - MS: área 10 ha, quiosques com
piso de cimento, luz, água, pia, churrasqueira, mesas e bancos,
conforto para até 10 campistas. Toda a área de camping é gramada e
arborizada.
Corumbá
Fronteira: porto fluvial.
◬118 m. Campo Grande 403, Puerto Suárez 20, Aquidauana 282, Ponta Porã
616.
É o início de grandes aventuras no Pantanal. Daqui parte os
superequipados barcos de pesca que percorrem o Rio Paraguai e também os
passeios pela Estrada Parque, que atravessa áreas em que a fauna e a flora
típicas da região podem ser observadas praticamente intactas.
A região oferece opções de hospedagem específicas para pescadores e
turistas interessados na natureza.
Percebe-se nos casarões do Porto Geral construídos no século XIX a
importância econômica que teve o Porto de Corumbá na época. Hoje, com 60%
do Pantanal dentro de seu município, investe no turismo ecológico e de
pesca.
Comida típica
Peixe à Urucum
Entre as muitas espécies de peixes na região de Corumbá, o pacu e o
pintado são os preferidos na elaboração dos pratos típicos que são
servidos nos restaurantes.
O pintado a urucum é um prato muito pedido e, ao contrário do que o nome
sugere, não leva urucum no tempero. Seu nome vem de uma receita inventada
pelo cozinheiro de uma mineradora que operava na exploração de ferro na
Serra do Urucum, em Corumbá.
O peixe é feito à doré, com creme de leite e leite de coco (às vezes com
molho de tomate) e gratinado com mussarela.
Pintado à Urucum
Pesca no Pantanal
O Pantanal é considerado uma das regiões mais piscosas do mundo, pela
quantidade e diversidade de peixes. Os rios mais procurados para pesca e
as espécies de peixes mais procuradas em cada região são:
Pantanal Sul
Rio Aquidauana - Principais espécies: dourado, pacu, piabuçu, curimbatá,
piraputanga. Estruturas: hotéis para pesca e pesqueiro, cidade de apoio,
Aquidauana.
Rio Miranda - Espécies: dourado, pintado, pacu.
Estruturas: em vários trechos há pesqueiros e hotéis voltados
exclusivamente para pesca. Cidades de apoio: Aquidauana, Corumbá e
Miranda.
Rio Negro e Abobral - Principais espécies: dourado, pintado, barbado,
jurupoca, pacu, piabuçu e tuvira. Estrutura: os hotéis que ficam nas suas
margens têm acesso difícil. Cidade de apoio: Corumbá.
Rio Paraguai - É o maior e mais largo rio da região, atravessando grande
parte do Paraguai. Principais espécies: dourado, pintado, pacu, piabuçu e
jaú.
Estrutura: vários hotéis para pesca, incluindo os flutuantes em Corumbá,
Porto Manga, nas proximidades de Porto Morrinho e Porto Murtinho. Cidades
de apoio: Corumbá e Porto Murtinho.
Pantanal Norte
O roteiro de pesca é formado por três rios: (Taquari, Coxim e Jauru). No
Taquari pesca-se do Pantanal até a Fazenda Palmeiras. A pesca no Rio Coxim
vai do seu encontro com o Taquari até a Cachoeira do Campo (24 km). No Rio
Jauru a pescaria acontece em toda extensão.
Os peixes mais comuns são pacu, piraputanga, curimbatá, pintado, cachara,
surubim, jaú e dourado. As melhores iscas são caboje, caranguejo,
minhocuçu e filé de curimbatá.
A pesca é feita embarcada e desembarcada e para isso há uma licença anual
para o pescador. O pagamento é feito no Ibama ou no Banco do Brasil.
Peixes - Dourado e Piraputangas
Regulamentação da pesca - A pesca no Pantanal é proibida de novembro a janeiro, época da
piracema, quando os peixes sobem os rios em direção às nascentes para
desova, (Este período, porém, pode mudar, de acordo com pesquisas feitas
pelo Ibama).
No resto do ano é preciso verificar algumas regras: a pesca é permitida
apenas com o uso de vara, até 30 quilos por pessoa, conforme o tamanho
mínimo para cada espécie, mais um exemplar de qualquer espécie ou peso. A
caça é rigorosamente proibida.
Vacinação - É aconselhável vacinar-se contra a febre amarela 10
dias antes da viagem ao Pantanal. As vacinas são fornecidas pela
Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (Saúde dos Portos), nos
aeroportos de Congonhas e Guarulhos (em São Paulo), além de postos nas
capitais do Estado e divisas de MT e MS (nas estradas).
Atenção: O blog Camping Selvagem não se responsabiliza por alterações
realizadas pelos estabelecimentos (infra-estrutura, roteiro, etc.) após
o fechamento desta postagem.