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9.3.26

Comidas do Brasil

A culinária brasileira

A culinária do Brasil é uma das melhores do mundo, é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos.
E é bom saber e conhecer as comidas típicas da região onde você vai acampar.
Muitos dos componentes das receitas e técnicas de preparo são de origem indígena, tendo sofrido modificações por parte dos portugueses e dos escravos oriundos da África. 
Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais.
Comidas das regiões do Brasil
A feijoada à brasileira, o feijão tropeiro e a moqueca são exemplos disso. 
Os escravos trazidos ao Brasil desde meados do século XVI somaram à culinária nacional elementos como o azeite de dendê e o cuscuz. 
A alimentação diária, feita em três refeições, envolve o consumo de café com leite, pão, frutas, bolos e doces no café da manhã, arroz e feijão no almoço — refeição básica do brasileiro, aos quais são somados, por vezes, o macarrão, a carne, a salada e a batata — e, no jantar, sopas e também as várias comidas regionais. 
As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. 
O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar. 
A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns.
A cerveja
As culinárias regionais mais visíveis pertencem aos estados de Minas Gerais e Bahia, sendo a culinária mineira marcada pela influência europeia em iguarias e laticínios como o feijão tropeiro (também um prato da cozinha paulista), o pão de queijo e o queijo de minas frescal, e a culinária baiana pela presença de quitutes africanos como o acarajé, o abará e o vatapá. 
Já a culinária de Pernambuco destaca-se pela chamada "doçaria pernambucana", ou seja, os doces desenvolvidos durante os períodos colonial e imperial nos seus engenhos de açúcar como o bolo de rolo, o bolo Souza Leão e a cartola, e também pelas bebidas e iguarias salgadas descobertas ou provavelmente originadas no estado a exemplo da cachaça, do beiju e da feijoada à brasileira.

Os pratos típicos

Pratos típicos do Brasil
No Brasil, as comidas regionais são muito variadas de Estado para Estado, justamente por sua grande extensão e sua colonização, o que dá uma variedade enorme de ingredientes e sabores. 
Esta diversidade está diretamente ligada a origem da população que habita cada estado. 
Por exemplo, a culinária da região de Salvador e Recôncavo baiano é amplamente influenciada pelos sabores africanos, mas também pelos portugueses e indígenas. 
Os hábitos alimentares variam de região para região de acordo com a história, tanto que é normal desconhecerem-se os quitutes de outras regiões. 

Assim, no litoral do Nordeste há grande influência africana na culinária, com destaque para o acarajé, vatapá e molho de pimenta; no Norte há uma maior influência indígena, no uso da mandioca e de peixes; no Sudeste há pratos diversos como o feijão tropeiro e angu ligados aos bandeirantes, em Minas Gerais, e a pizza em São Paulo, influência dos imigrantes; e no Sul do país há forte influência da culinária italiana, em pratos como a polenta e também da culinária alemã. 
O churrasco é típico do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul.

Região Norte

Os pratos do Norte do Brasil possuem forte influência indígena e portuguesa. 

Os pratos conhecidos incluem: 
A maniçoba, popularmente chamada de "feijoada paraense". Prato feito das folhas da mandioca processada, a "maniva", e cozidas por 7 dias e carne de porco, como na feijoada;
O pato no tucupi, feito de tucupi, pato regional e folhas de jambu acompanhado de arroz branco e farinha d'água.
Pratos da região Norte
O picadinho de jacaré (prato feito com a carne do jacaré).
O pirarucu de casaca, preparado com farofa (feita de farinha d'água, ou farinha de mandioca), azeitonas, ovos e vinagrete com cheiro-verde.
Os pratos com peixes, como tambaqui, pirarucu, jaraqui, "filhote" (piraíba ainda pequena), pescada amarela, bijupirá, tucunaré, bodó, entre outros, acompanhados geralmente de arroz branco, farinha d'água e pirão de peixe.
O tacacá (caldo quente, servido na cuia e composto por tucupi, camarões secos, jambu e goma);
O vatapá paraense, feito à base de pão com camarões secos, caldo de camarão e dendê, diferenciando-se do baiano pela ausência de amendoim, castanha-de-caju, gengibre ou fubá.
A maniçoba, o pato no tucupi e o vatapá paraense, são pratos geralmente escolhidos para o almoço do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o "Natal Paraense".
Pato no Tucupi
Pato no Tucupi
Entre os doces e as miudezas, destacam-se:
O açaí, servido com farinha de tapioca e açúcar (como consumido no Amazonas) ou acompanhado de carne seca ou camarão seco e farinha d'água (como consumido no Pará);
Doces de colher feitos com frutas, como o doce de cupuaçu e o doce de bacuri. 
Bolo de macaxeira, biscoito de castanha-do-pará, mingaus, como munguzá, mingau de tapioca, mingau de farinha d'água, mingau de banana, entre outros.
Biju, pudins e cremes de açaí ou frutas típicas.
Um prato muito consumido também e de origem indígena é o Tacacá, feito à base de tucupi e goma, com acréscimo de camarões.
Entre os lanches e salgados, destacam-se:
x-caboquinho, tradicional sanduíche do Amazonas com tucumã, queijo coalho e banana pacovã frita;
Banana frita, nas versões doce e salgada (chips de banana);
Tapioca, servida apenas com manteiga ou com demais recheios, tais como tucumã, queijo, presunto, ovo, etc.;
Salgados à base de camarão, caranguejo, peixe, jambu ou outras iguarias regionais.

Nordeste

Raízes, frutas, castanhas, ervas, tubérculos (mandioca, inhame), pimentas (redonda, comprida, verde, vermelha, pequenas e grandes), palmito, mel de abelha (as abelhas eram comidas assadas sobre pedras), sal (salinas naturais, areia impregnada de sal), em conjunto com alimentos provenientes da pesca e da caça, faziam parte da culinária indígena neste território. 
A paçoca feita com amendoim e o beiju, com massa de mandioca (originou a tapioca), são exemplos de sua influência. 
A fermentação do milho, da macaxeira, do caju, da mangaba, da jabuticaba, eram utilizadas pelas tribos no preparo de cauim, bebida alcoólica tradicional dos povos indígenas desde os tempos pré-colombianos.
Pratos da região Nordeste
Pratos característicos da Região Nordeste incluem o cuscuz nordestino, o beiju ou tapioca, a buchada de bode, a moqueca, o baião de dois (com diversas variedades, geralmente incluindo também carne seca, queijo coalho, manteiga da terra ou nata), o acarajé (uma iguaria oriunda da África Ocidental que foi tombada pelo IPHAN como patrimônio imaterial em 2004), o mugunzá (feito de feijão e milho, sendo doce em algumas áreas e, em outras, salgado, com linguiça), o vatapá, o caruru, o arrumadinho e o escondidinho. 

Muitos pratos têm forte influência africana

Outras comidas tradicionais são a farofa, a paçoca, a canjica, a pamonha, a carne de sol, a rapadura, o queijo coalho, o sequilho, o alfenim, a panelada ou dobradinha, a maria-isabel, a rabada, o sarapatel, o sarrabulho, a galinha à cabidela e os guisados de bode e de carneiro.
Principalmente no mês onde as festas "juninas" pedem essas iguarias tradicionais.
Um bolo originário de Pernambuco, mas que posteriormente espalhou-se pelo país é o bolo de rolo, feito com farinha de trigo e recheio de goiabada. 
No Maranhão, desenvolveu-se o cuxá com base em uma erva africana, a vinagreira, recebe ainda o caruru e a língua-de-vaca, outra erva.
Pratos região Nordeste - Festa junina
Com a chegada dos portugueses no início do século XV, e a forçosa imigração africana de diversas partes do continente, outros costumes e ingredientes foram se somando aos habituais. 
A carne suína e as espécies de galinhas foram trazidas pelos colonizadores, assim como o dendezeiro (árvore de origem africana) que fornece os frutos para a produção do azeite de dendê.
É importante ressaltar que os africanos escravizados vinham de diferentes regiões da África, cada qual com sua cultura e hábitos alimentares, o que diversificava ainda mais a influência cultural sofrida na região.
Interessante ressaltar a influência das grandes plantações de cana-de-açúcar na culinária regional, diretamente nos doces, na rapadura e na aguardente.

Os pratos mais famosos do nordeste são: acarajé, vatapá, sarapatel, moqueca de peixe, buchada de bode, baião de dois, tapioca, fritada de siri, caruru, cuscuz de milho, maria-isabel, arrumadinho, caruru, queijo coalho (típico do nordeste) , carne-de-sol (antigamente era salgada e colocada para secar ao sol), paçoca de carne seca (farinha de mandioca, cebola e carne seca moída).

Os doces típicos da culinária nordestina: Mugunzá (canjica para a Região Sudeste e Sul do país), Pudim de Tapioca com coco, Torta Búlgara (chocolate em pó, manteiga, açúcar e leite), Sequilho com Doce de Leite, Bolo de Rolo recheado de doce de goiaba, Pamonha doce, Cocada, Doce de Banana com creme de leite, Banana Frita com Canela, Caju em calda, Pé de Moleque, Cartola (banana, queijo coalho e canela), geleia de Umbu, Doce de Canjiquinha (Lelê), Bolo Souza Leão (mandioca, leite de coco, manteiga e açúcar) e lógico, a rapadura.
Café da manhã nordestimo
Café da manhã na região Nordeste
Acarajé: uma herança da cultura africana no Brasil. Feito com feijão fradinho, pimenta, alho, sal, gengibre e recheado de camarão. 
O segredo está na fritura que deve ser com azeite de dendê, outra herança dos irmãos africanos.

Tapioca: Os índios brasileiros a criaram a partir da fécula da mandioca. 
Criou-se uma massa que posteriormente foi aperfeiçoada pelos portugueses até se chegar à forma e gosto da tapioca que conhecemos.

Baião de Dois: O nome do prato é inspirado na música Baião de Dois de Humberto Teixeira e o mestre Luiz Gonzaga, mas sua criação se deve à seca que afugentava os cearenses. 
Com os ingredientes que haviam, feijão, arroz, carne seca e queijo coalho, formou-se um dos pratos mais famosos da Região Nordeste.

Sarapatel: Nascido no Alto Alentejo, em Portugal, o prato feito de vísceras de porco, bode ou carneiro e cozidas no sangue do próprio animal, recebeu no Nordeste, um tempero ainda mais saboroso.

Vatapá: Camarão, pão, fubá, farinha de rosca, castanha de caju, pimenta, leite de coco, amendoim e azeite de dendê formam um creme para ser servido com arroz ou usado para incrementar o Acarajé.

Caruru: É um cozido de quiabo (origem africana) com camarão, castanha, leite de coco, amendoim, azeite de dendê, cebola, tomate, pimentão e farinha de mandioca.

Maria Isabel: É um arroz típico do Piauí que leva carne seca, cebola, pimentão, cheiro verde, alho e pimenta-do-reino.

Moqueca de Peixe com Pirão: Em panela de barro, cozinha-se o peixe com outros frutos do mar, leite de coco, azeite de dendê e diversos temperos, como coentro e pimenta. Já o pirão utiliza o caldo proveniente do cozido, misturado com farinha de mandioca.

Arrumadinho: Feijão de corda (típico do Nordeste), farofa, manteiga de garrafa, vinagrete, carne de sol (ou charque desfiada) e pirão de leite.

A influência africana se estende principalmente pela costa de Pernambuco à Bahia. 
No restante da costa e no interior, há menos influência da culinária africana. 
Na costa, são comuns os mariscos, e, em toda a região, as frutas tropicais. 
As mais conhecidas são as mangas, mamões, goiabas, laranjas, maracujás, abacaxis, fruta-do-conde, e cajus (a fruta e a castanha), mas são muito consumidas também frutas menos frequentes, como o cajá, a seriguela, a cajarana, a pitomba e o buriti. 
O pequi é também comum em algumas partes do Nordeste, como no sul do Ceará, e é usado em comidas regionais. 
Diversas variedades de doce são comumente produzidas a partir dessas frutas tropicais, assim como mousses e bolos.

Centro-Oeste

A culinária de Mato Grosso tem influências da culinária africana, portuguesa, italiana, síria e com a migração dos últimos anos também de pratos típicos de outras regiões brasileiras. 

Pratos considerados bem mato-grossenses são: Maria Izabel (carne seca com arroz ) o Pacu assado com farofa de couve, a carne seca com banana-da-terra verde, farofa de banana-da-terra madura além do tradicional churrasco pantaneiro que se desenvolveu pelas longas comitivas de gado no pantanal. 
O peixe em Mato Grosso é um alimento farto, considerado como o principal nas áreas ribeirinhas. 
Ele pode ser comido frito, assado ou ensopado, recheado com farinha de mandioca ou servido com pedaços de mandioca. 
Pratos da região Centro-Oeste
Os peixes de mais prestígio nas mesas locais são: o Pacu, a piraputanga, o bagre, o dourado, a cachara, a geripoca, o pacupeva, o pintado, a pirarara, etc.
O povo mato-grossense também aprecia o arroz com pequi, picadinho de carne com quiabo e a carne assada. 
Há ainda o Guaraná de ralar usado principalmente pelos mais velhos, cujo costume é de tomar pela manhã. 
Para o café da manhã, vale ainda destacar o Bolo de Arroz e o Bolo de Queijo.
O pequi é ingrediente comum na culinária do Centro-Oeste brasileiro.
Podemos destacar a variedade de doces e licores apreciados pelos mato-grossenses. 
Temos como os mais famosos o Furrundu (doce feito de mamão e rapadura de cana), o doce de mangaba, o doce de goiaba, o doce de caju em calda, o doce de figo, o doce de abóbora, e outros. 
Como aperitivo temos o Licor de pequi, Licor de caju, Licor de mangaba, e outros.
Arroz com Pequi
Arroz com Pequi
O pequi é um fruto muito popular na culinária do estado de Goiás, comido geralmente com o arroz ou frango cozido. 
O Milho tem uma presença forte na culinária goiana. Colhido ainda verde, seus grãos podem ser cozidos na espiga e ingeridos desta forma, ou cortados e refogados. 
O milho verde é também o ingrediente principal de diversos pratos, como a Pamonha, o Angu e o Curau. Outro prato tradicional de Goiás é o Empadão goiano, uma torta salgada sendo seu recheio composto de ingredientes variados e comuns da região, como o frango, a linguiça suína, o milho verde e outros. 
São muito apreciados os derivados da carne suína, como a linguiça, o torresmo, a pururuca e a feijoada. A culinária goiana teve e tem forte influência da culinária mineira, mas preserva sua identidade.
O estado de Mato Grosso do Sul, recebeu muita influência países vizinhos e também indígena. 
Deste estado pode-se destacar a culinária de influência boliviana (arroz boliviano, saltenha), paraguaia (sopa paraguaia, chipa) e japonesa (sobá, yakisoba). 
Pratos região Centro-Oeste
Os pantaneiros tiveram grande influência na culinária também como a carne de caça (Tatu, Jacaré Anta). Também pode-se destacar o uso da mandioca, especialmente no churrasco pantaneiro (com mandioca e carne bovina).
As bebidas típicas do estado de MS são principalmente o Tereré, que é uma infusão de água gelada e erva-mate servido numa guampa de chifre de boi. Bebida que é oficialmente patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul.

Outras bebidas que se destacam são o caldo de piranha (feito um pirão de piranha e coado, tomando-se o líquido. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas bem apimentados. 
O caldo pode ser engrossado com farinha de mandioca), chimarrão (infusão de água quente e erva-mate servido numa cuia), licor de pequi (bebida doce à base de álcool e pequi), Mate Chimarrão Libra (refrigerante feito de erva-mate que é muito popular na cidade de Corumbá) e sorvete de bocaiuva (sorvete feito da farinha de Bocaiuva).

Sudeste

Em Minas Gerais, a cozinha mineira, famosa por sua superioridade artesanal, é um destaque cultural. Dentre os pratos tradicionais, destacam-se o milho, a carne de porco, o queijo minas, e o pão de queijo, que se assemelha à chipa paraguaia, embora difira em formato. 
Notavelmente, o pão de queijo foi recentemente classificado entre as melhores comidas do mundo, segundo um estudo.
Pratos da região Sudeste
Outros pratos incluem o feijão tropeiro, popular também na culinária paulista, o tutu à mineira, uma pasta de feijão cozido misturado com farinha de mandioca e guarnecido com ovos cozidos ou fritos e linguiça frita, além das quitandas, que incluem biscoitos à base de polvilho, sequilhos e roscas. 
A culinária mineira também é famosa por seus doces à base de laranja-da-terra, abóbora e mamão, e pelo uso de panelas de pedra-sabão. 
A qualidade e o sabor da culinária mineira têm sido reconhecidos em competições nacionais e internacionais de gastronomia.

No estado de São Paulo uma comida típica é o virado à paulista, o qual é feito com arroz, tutu de feijão (massa de feijão com farinha de mandioca), couve-de-folhas salgada e pedaços de carne de porco. 
O cuscuz brasileiro, também chamado de cuscuz paulista, também é originário do estado, resultado da mistura de influências africanas e indígenas da região. 
A cidade de São Paulo é capital gastronômica de projeção internacional, pois lá existem pratos de diversas regiões do mundo.
Virado à paulista
Virado à paulista
Os pratos tem principalmente forte influência libanesa, síria, italiana e japonesa. 
A gastronomia "caipira", vinda do interior do estado, oferece uma variada gama de pratos que fazem parte da tradição regional, como o Espeto de Rojão e a Farofa de içá, feita da formiga tanajura, prática conhecida como Antropoentomofagia.
O prato local principal no Espírito Santo é a moqueca capixaba (a qual inclui principalmente peixe e tomates), diferente do prato baiano apenas no preparo, pois o último receberia azeite de dendê e leite de coco.
Além de outras comidas saborosas que o Espírito Santo oferece, elaboradas a partir de frutos do mar, que são leves, combinando com o estado, de paisagens leves e bonitas, como a Torta Capixaba, tradicionalmente servida na Semana Santa. 
Torta capixaba
Torta capixaba
Os pratos tem forte influência indígena, como o uso da banana-da-terra.
No estado do Rio de Janeiro encontram-se variados tipos de restaurantes, com cardápios nacionais e de influência internacional. 
Na Capital Fluminense, uma das comidas mais consumidas é a feijoada, preparada com vários tipos de carnes suínas e bovinas, salgadas e embutidos e o feijão preto. 

Há também o tradicional filé com fritas, um prato à base de batatas fritas e grandes bifes de filé bovino grelhados, como o Filé à Osvaldo Aranha, acompanhado de farofa, arroz branco e alho frito, e o picadinho carioca, que consiste basicamente em carne bovina cortada em filetes, com molho madeira, acompanhado de arroz branco, banana à milanesa, farofa e um ovo poche
Filé com fritas
Filé com fritas
Em todo o território fluminense consomem-se peixes cozidos acompanhados de pirão, conhecido como Peixada à Brasileira, ou ensopados, como a Sopa à Leão Veloso, e também brasa ou fritos, muito consumidos nas áreas de banhos de mar, e também frango ou galeto assado na brasa. 
Os pratos fluminenses tem forte influência africana, indígena e portuguesa. 
Popularmente é muito consumido o refresco à base de chá mate, servido gelado.

Sul

Na região Sul os pratos são sempre carregados de muita carne bovina e de vinhos, por conta da grande imigração italiana, que tem forte influência nos pratos. 
O sul foi habitado por muitos povos, por ser uma região com um clima mais próximo de certos países. Entre esses imigrantes estão os uruguaios, argentinos, açorianos, espanhóis, alemães, italianos, poloneses, ucranianos, que trouxeram suas comidas e adicionaram uma diversidade a gastronomia local.
Pratos da região Sul
Os pratos mais típicos da culinária gaúcha são: churrasco (disposto em espetos, temperado basicamente com sal grosso e grelhado em churrasqueiras, à base de carvão ou lenha), chimarrão, arroz carreteiro, polenta frita, galeto, cuca, sagu e cueca virada, entre outros. 
Na região há um grande consumo de vinho, suco de uva e suco de uva branca devido ao fato do Rio Grande do Sul ser o maior produtor de uva do país. 
Também há um grande consumo de queijos e salame artesanais. 
As geleias e compotas de figo, uva e pêssego também são muito comuns no estado. 
Uma das mais famosas é a chimia.
Geleia de Chimia
Geleia de Chimia
O consumo de beterraba e pepino em conserva também é típico da Região Sul.
No estado de Santa Catarina, o interior é de forte influência alemã, e no litoral a presença portuguesa, onde é grande a utilização de peixes marinhos, camarões, e ostras.
A comida tradicional do estado do Paraná é o barreado, carne cozida em panelas de barro, por vezes colocadas debaixo da terra para cozinharem sob o calor de lenha ou carvão, e comida com farinha de mandioca. 
O pinheiro de araucária produz o pinhão, alimento muito presente na cozinha paranaense. 
É consumido de várias formas: cozido, assado, e pode ser saboreado com sal, açúcar, mel, melado ou preparado na forma de entrevero. 
No estado são comuns festas tradicionais que envolvem um preparo específico de pratos, como o Boi no Rolete, Carneiro no Buraco e o Leitão Maturado.

O churrasco no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul (capital nacional em Lagoa Vermelha), é uma tradição cultural enraizada, caracterizada pelo uso de sal grosso, fogo de chão ou grelha, e cortes bovinos nobres como costela, picanha, vazio (fraldinha) e alcatra. 
A carne é assada lentamente, muitas vezes com lenha, acompanhada de arroz, maionese de batata, farofa e chimichurri.
Churrasco sulino
Churrasco do Sul do Brasil

Características Principais:

Cortes: A costela (especialmente a costela 12 horas ou de chão) é a protagonista, seguida por vazio, picanha, contrafilé e carré de cordeiro.

Tempero: O sal grosso é o tempero primordial e, para muitos, o único aceitável.

Técnica: O uso de fogo de chão, parrilla (grelha) ou espetos com lenha (eucalipto ou acácia) para manter brasas constantes.
Parrilla
Acompanhamentos: Tradicionalmente inclui maionese de batata com cenoura, farofa, arroz branco, vinagrete e pão de alho.

Origem: Originou-se nos pampas, com os gaúchos, vaqueiros da região. 
O churrasco gaúcho é um ritual familiar e social, representando uma forte identidade cultural da região. 




8.3.26

Introdução

Camping Selvagem

Olá, pessoal, e todos os adeptos do campismo, sejam bem-vindos! 

A  frequência e os benefícios da vida ao ar livre são dados comprovados que mostram as vantagens do sol e exercícios, os bens que faz ao organismo o contato com a natureza, uma estada na praia, um camping onde inspira alegria e bom humor, dá energia ao corpo " especialmente à pessoas que trabalham muito", conservam elegância da mocidade, ficam uns verdadeiros Apolos.

O sedentarismo faz engordar, torna os músculos flácidos e moles, a pele enrugada, o homem e a mulher envelhecem precocemente, um homem de trinta anos parece ter quarenta e cinco ou mais.
Acreditamos que o verdadeiro campista está intimamente ligado com a saúde e o bem estar, sendo assim a melhor maneira é ter um contado direto com a natureza.

"O camping selvagem  mobiliza a variedade de opções quanto ao lugar, e pratica uma mentalidade essencial ao campista: a de saber improvisar com seus próprios recursos".
Camping selvagem
NOTA: este blog tem uma história meio irônica, ele é predecessor do blog Camping Natural, que alguns dos amigos já viram ou ouviram falar. 

Só, que quando o blog Camping Natural foi publicado, o Camping Selvagem já existia há 10 anos! 
É isso mesmo, então decidimos publicá-lo agora para ajudar ainda mais a vocês e avaliar resultados.
Não se impressione quanto algumas imagens e ou postagens serem relativamente parecidas (principalmente o modelo), isso deve-se da reminiscência do outro (Tal pai, tal filho). Para visitar e curtir Camping Natural clique aqui. Camping Natural

O termo camping selvagem, nesse nosso século, torna-se uma expressão um pouco "agressiva" para alguns, pelo fato de estarmos passando por uma fase de total preservação ao meio ambiente.

Assim mesmo, é ilusório, já que estamos todos focados em um só ponto - a natureza.
Haja a predileção por camping natural, por ser mais justo e aparentemente mais conservacionista.
Se quiser saber mais sobre o que é o camping selvagem/ natural leia em.. Regras do camping selvagem
As regras do camping selvagem
O campista sabe, por exemplo, que a caça e a pesca não são atividades predatórias se forem feitas na época certa e com os devidos cuidados (em parques nacionais de outros países a permissão para a caça e pesca visa a manter o equilíbrio ecológico, evitando-se a proliferação desordenada de certos animais).

Sabe ainda que a coleta de lenha e a utilização das fogueiras não não atentam contra a flora se forem observados vários cuidados elementares na escolha de galhos e na segurança dos locais de fogo.
Beija-flor e cuidados com a natureza
O verdadeiro campista não joga detritos na água, não faz fossa perto de rio e não espalha lixo na área, e são normas que sequer precisariam ser ditas.
O verdadeiro campista vai além desses princípios básicos de higiene.

O camping selvagem acarreta uma série de cuidados com a escolha do local, proteção da barraca, lixo, fossa, água, fogueira, proteção contra insetos e cobras, sempre visando à comodidade sem a depredação da área.
Alguns veem e pensam com certa estranheza sobre o camping selvagem, como sendo coisa de gente rebelde, sem rumo e sem muito relacionamento humano.
 
Mas chega-se a conclusão que, em se tratando de alguns campings organizados ou não, passam também por várias fases de transformações, se tratando de senso de comunidade e preservação do meio ambiente. 
E no caso de relacionamento humano, pode-se tornar alusivo o termo camping em toda a sua extensão e particularidade.
Camping Selvagem - Praia da bica - Angra dos Reis
O essencial é utilizar o maior número possível de recursos naturais, evitando levar em sua bagagem equipamento sofisticado e desnecessário.
O camping natural ou selvagem não é apenas  uma forma mais econômica de viajar; ele é um meio de fugir a rotina do convencional, de se entrar em contato com as coisas mais simples. 

Construir sua própria casa, protegê-la da chuva e do vento com nossas próprias mãos, cozinhar nossa própria comida, cuidar, enfim dos elementos básicos de nossa sobrevivência; são prazeres estimulantes e incrivelmente novos para quem está habituado ao conforto sedentário de nossa civilização.
Camping Selvagem - Riachinho
A arte do campista consiste justamente em utilizar os recursos que estão à mão.
Assim, se você -acampar em praia ou perto de rio, prepare-se para os cardápios à base de peixe ao invés de feijoada em lata. 
Leve o mínimo possível de compras de supermercado: você pode passar muito melhor com as frutas ou verduras da região. 

Em um camping selvagem existe a divisão de trabalho; cada um tendo suas tarefas, cada um ajudando numa coisa determinada.
No camping o trabalho conjunto aproxima pais e filhos, estimula as responsabilidades de cada um e o prazer de estarem todos juntos.
Camping Selvagem - Praia à noitinha
Se você é daqueles que nunca acampou, pense que essa pode ser uma excelente experiência de lazer, vida comunitária, junto com seus amigos e sua família, volta com a natureza e outras coisas novas que você aos poucos irá descobrindo.

Nesta aventura você vai ver que acampar não é um bicho de sete-cabeças, não é perigoso e desconfortável. 
É muito desagradável ter um acampamento estragado por uma noite mal dormida graças as intempéries: insetos, ao frio e buracos no chão da barraca, etc.

Mas você têm que ser paciente nos primeiros dias do acampamento. 
Para se descobrir um bom local paradisíaco, por exemplo, leva algum tempo para saber onde e como encontrar lenha, onde e como pescar e armar sua barraca sem ser atingido por árvores ou ventos.
Até chegar o dia de descobrir finalmente o seu paraíso "particular" preferido.

Camping Selvagem - Barquinho águas claras
Aqui tudo foi elaborado cuidadosamente, com o intuito de atingir ao principiante, aos que acampam de vez em quando, e até os veteranos, englobando todos os aspectos de uma forma ou de outra em torno do campista.
Leia com atenção, procure entender tudo o que achar importante e julgar necessário. A finalidade é ajudar você, a abrir novos horizontes, a cuidar de si, de sua família e amigos.

E, ao contrário do que se imagina, o camping natural (selvagem) oferece muito mais chances de aproximação com os moradores da região. Quando eles percebem que você está lá para curtir e não para depredar, ele próprios te ensinam todos os "macetes" do lugar.

Tendo esta agradável lembrança em mente de vários acampamentos e imaginando que alguns dos amigos ainda não praticaram esse tipo de lazer e desejariam faze-lo, vou tentar, dentro do possível, passar muitas informações e técnicas básicas colhidas ao longo dessas deliciosas aventuras.
"Você estar preparado é tão importante quanto o desejo de sobreviver.
Não se esqueça que por pior que seja o panorama, se você permanecer focado e otimista, pode vencer qualquer obstáculo". 
E também desejo aprender muitas coisas; até com você amigo, que espero a ajuda bem acolhida de toda e qualquer informação, para facilitar a todos um bom lazer e entretenimento.
Bem, só resta agora dizer-lhe uma boa aventura, e um feliz acampamento.

"O camping selvagem "natural": Além de ser comprovadamente mais seguro, com certeza é mais cômodo, prazeroso e econômico. Muito saudável e viciante; ele é muito mais você, é muito mais família. Sendo uma forma inesquecível e gratificante de se encontrar diretamente com a natureza. Venha, faça turismo, conheça lugares e participe dessa viagem ecologicamente correta".